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terça-feira, 31 de março de 2015

O que fazer para que todas as faturas entrem no IRS

Saiba o que deverá fazer quando pedir uma fatura e como maximizar todas as deduções permitidas.
Pertence ao clube de pessoas que, na altura do preenchimento da declaração de IRS, acabavam por exasperar e terminavam  a tarefa  atoladas em dezenas ou mesmo centenas de faturas acumuladas ao longo do ano? Pois bem, este ritual tem os dias contados.
Quando em 2016 entregar a sua declaração de rendimentos relativa ao ano de 2015, a tarefa de preenchimento do IRS será bastante simplificada. Isto acontece porque os contribuintes vão deixar de ter de inserir “à mão” os valores das despesas que dão acesso a deduções à coleta, uma vez que o Fisco vai contabilizar ao longo do ano (e de forma automática) todas as despesas efetuadas pelos contribuintes.
Esta é uma das várias alterações introduzidas no âmbito do diploma da Reforma do IRS, que entrou este ano em vigor e que pode ser consultado aqui.
Os contribuintes poderão acompanhar em qualquer altura do ano, através do site e-fatura, a evolução das deduções a que terão direito no próximo IRS nas várias categorias aceites pelo fisco: despesas gerais familiares, saúde, habitação, educação, lares e também as despesas em cabeleireiros, restauração, alojamento e serviços de reparação de automóveis e motociclos (que dão acesso ao benefício fiscal de 15% do IVA suportado).
Apesar da simplificação, as novas regras vão exigir da parte dos consumidores a adoção de novos hábitos para garantir que todas as despesas que fazem são contabilizadas no seu IRS.
Saiba então o que terá de fazer quando pedir uma fatura e como maximizar todas as deduções permitidas.
1.Quais são afinal as despesas que entram no IRS?
Neste campo há grandes diferenças a salientar face ao ano passado. Na prática, os consumidores vão poder deduzir uma percentagem de todas as despesas que efetuam até a um determinado limite. Eis então a lista das principais categorias aceites pelo Fisco para abater no IRS:
·         Despesas gerais familiares: Aqui cabem todas as despesas de uma família, como por exemplo: vestuário, calçado, compras de supermercado, combustíveis, água, luz, gás, reparações em casa, etc. São aceites 35% destas despesas até a um limite de 250 euros por sujeito passivo (500 euros por casal)
·         Saúde: São dedutíveis 15% das despesas até a um limite global de 1.000 euros.
·         Educação: São aceites 30% destes encargos até a um limite de 800 euros.
·         Habitação: Os contribuintes podem deduzir 15% das rendas pagas até ao limite máximo de 502 euros. Já no caso das famílias com crédito à habitação pode deduzir-se 15% dos  juros até a um limite de 296 euros.
·         Lares: São aceites 25% destes encargos até a um valor de 403 euros.
·         Pensões de alimentos: Quem paga pensões de alimentos poderá deduzir 20% da pensão, sem qualquer limite. Sendo que esta categoria de despesas não aparece no e-fatura.
·         Beneficio fiscal de 15% do IVA: À semelhança do ano passado, os contribuintes vão poder continuar a abater no seu IRS 15% do IVA pago em despesas relacionadas com quatro setores: cabeleireiros, serviços de reparação de automóveis e motociclos, restaurantes e hotéis. O benefício máximo é de 250 euros por agregado familiar.

2.O que tenho de fazer?

Para usufruir destes benefícios os contribuintes apenas terão de pedir fatura com número de contribuinte no momento em que efetuam o pagamento de uma compra ou de um serviço. A partir daí, as empresas são obrigadas a comunicar eletronicamente junto da administração fiscal os elementos das faturas. Segundo declarações recentes do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais à Rádio Renascença, a administração fiscal irá depois imputar essas despesas na página pessoal de cada contribuinte no e-fatura, dividindo-as por várias categorias. Um ponto importante: Se quando pedir fatura se esquecer de dar o número de contribuinte, essa fatura não será contabilizada para o cálculo das deduções a que terá direito. Leia também o artigo “Como validar as despesas no E-Fatura?” 
3.Por que razão tenho de ir ao site e-fatura para confirmar as faturas?
Apesar das empresas comunicarem eletronicamente as faturas emitidas à Autoridade Tributária e do Fisco automaticamente calcular o valor das deduções a que cada contribuinte tem direito é necessário que os contribuintes consultem a sua área pessoal no e-fatura. Isto é importante porque pode haver casos em que as empresas não comunicam as faturas ao Fisco ou então existirem casos de despesas que a Autoridade Tributária não consegue identificar a que categoria pertencem. Nestas situações, a fatura fica “pendente” e é necessária a intervenção do contribuinte para classificá-la corretamente.
O contribuinte terá de entrar no e-fatura, inserir a sua palavra passe (que é a mesma senha de identificação usada para aceder ao Portal das Finanças) e o seu número de contribuinte. Deverá depois dirigir-se à categoria “Consumidor” e selecionar a opção “Verificar Faturas”. Poderá então ver quais são as despesas que estão pendentes e classificá-las numa das categorias disponíveis. Se o contribuinte não proceder desta forma, as faturas que se encontram pendentes é como se não existissem.

No caso dos contribuintes que passem recibos verdes é também frequente muitas faturas ficarem “pendentes”. Nestas situações, aparecerá na área pessoal do e-fatura dos contribuintes uma questão sobre se as faturas foram ou não feitas no âmbito da atividade profissional.

4.Pode uma mesma fatura ser inserida em duas categorias diferentes?

Não. Ou seja, ela só pode ser classificada numa das várias categorias disponíveis. No entanto, uma mesma fatura pode dar direito a mais do que um “bónus” fiscal. Imagine, por exemplo, que faz uma despesa de cabeleireiro. A fatura deste serviço entra na categoria das despesas familiares. No entanto, como se trata de uma despesa que pertence a um dos quatro setores de atividade que estão abrangidos pelo benefício fiscal de 15% do IVA, o Fisco vai permitir aos consumidores acumularem a dedução com este benefício.
Há também outras situações que podem gerar alguma confusão. Imagine que vai a uma papelaria e além da compra de jornais ou revistas compra também os manuais escolares dos seus filhos. Poderá então dar-se o caso de numa mesma fatura ter despesas de duas categorias diferentes (Ex: despesas gerais familiares e educação). Se nada fizer, o mais provável é que o Fisco assuma que a totalidade da fatura entre na categoria das despesas familiares. Para evitar esta situação, as Finanças recomendam aos consumidores que agrupem em faturas diferentes as despesas que pertencem a categorias diferentes.
5.Se uma fatura estiver inserida numa categoria errada o que faço?
Se notar no e-fatura que há alguma despesa que está incorretamente colocada numa categoria, deverá enviar um mail para o e-balcão, reportando a situação. Segundo as informações do programa Contas Poupança, da SIC, a Autoridade Tributária irá contactar a empresa emitente da fatura para verificar qual é o CAE (Código de Atividade Económica) sobre o qual a empresa está a operar, classificando a fatura na categoria correta.
6.E se a fatura não aparecer no e-fatura?
Caso tenha feito uma compra, pedido a fatura e ela nunca tenha dado entrada no sistema do Fisco. Nestes casos, o contribuinte deverá inserir esta fatura “à mão” na área do consumidor, através da opção “registar faturas”. Nestas situações, os consumidores deverão guardar as suas faturas em seu poder, pois são o meio de prova perante o Fisco de como realizou essas despesas.
7.E se não tiver computador, o que acontece?
Apesar de a grande maioria dos contribuintes já submeter a sua declaração de IRS através da internet ainda existem muitos consumidores que não têm computador ou internet, ou então, não se sentem à vontade para executarem estas tarefas no site efatura. Mas estes contribuintes não estão desprotegidos. Segundo as explicações dadas pelo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ao programa Contas Poupança, na SIC, quem não tiver computador e quiser confirmar se as suas faturas foram corretamente comunicadas ao Fisco deverá dirigir-se a uma repartição das Finanças onde os funcionários verificarão se os contribuintes têm ou não faturas pendentes.
8.Tenho de guardar as faturas?
Não tem de guardar as faturas durante o ano inteiro. Desde janeiro de 2015 terá de guardá-las apenas o tempo necessário para certificar-se de que a fatura já foi comunicada às Finanças. Recorde-se que as empresas têm de comunicar as faturas até ao 25 do mês seguinte ao momento da compra. Isto significa que as faturas não aparecem imediatamente na página pessoal do e-fatura de cada contribuinte. Por exemplo, se realizar compras de supermercado no dia 16 de fevereiro, a cadeia de distribuição tem até ao dia 25 de março para comunicá-las à Autoridade Tributária, pelo que só a partir dessa data estarão disponíveis do e-fatura. A partir do momento em que estiverem inseridas no sistema, poderá deitar as faturas fora.
Atenção aos prazos para validar as faturas de 2014
O Governo decidiu prolongar o prazo para os contribuintes fazerem a validação no e-fatura de todas as faturas de 2014 que ainda se encontram pendentes. Inicialmente a data limite definida era 15 de fevereiro. No entanto, num comunicado recente, o Ministério das Finanças decidiu prolongar este prazo até ao dia 28 de fevereiro.
Os contribuintes que não procederem à validação das faturas pendentes de 2014 até esta data poderão ser “prejudicados”, já que estas faturas não serão tidas em conta para o cálculo do benefício fiscal que permite deduzir 15% do IVA pago em despesas de restauração e hotelaria, cabeleireiros e reparação de automóveis e de motociclos, até a um limite máximo de 250 euros.

Leia também os seguintes artigos relacionados:

segunda-feira, 30 de março de 2015

UTILIDADE PÚBLICA - CUIDADO! NÃO SE VOS RECOMENDA QUE COMPREIS!

 NÃO COMPREM! 
Caros amigas/os,
Em algumas oportunidades tive o desprazer de observar o malfadado peixe branco, sempre servido em self-services e/ou "à la carte."
(Entre os restaurantes onde pode ser encontrado o "gourmet" o cliente faminto terá mais opção do que se pensa em self-services)
Num self-service tive a curiosidade de ver melhor o peixe no meu prato. 
Ao abrir a posta do peixe notei que a massa estava impregnada de filamentos. Encostei o prato, retirei com o guardanapo parte do peixe e levei para analise. Os filamentos, na verdade, eram vermes de até dois cm.


  
PANGA ou PEIXE-GATO

Procurei informar.me, lá mesmo no caixa, da origem do peixe e fui informado que se tratava de peixe asiático.
Após análise da porção amostrada tirei minhas conclusões que são coincidentes com as informações prestadas:
- peixe asiático de água doce, proveniente de rios extremamente poluídos de excrementos, dejectos e toda sorte de poluição biológica, física e química devido, entre factores diversos, à maciça ocupação de barcos que servem de vias e moradias que constituem aglomerados populacionais de pessoas carentes de serviços sanitários e salutares.


Esse ambiente condiciona por si só o desenvolvimento e procriação de víveres adaptados a esse habitat degenerativo.
O nível de poluição dessas águas é tamanha magnitude que as próprias pessoas que, por lá convivem, têm nojo e repugnância dos víveres dessa água. Essas condições associadas viabilizam a proliferação exacerbada de peixes que ressalta aos olhos dos especuladores inescrupulosos que conseguem com tremenda facilidade realizar farta e rentável "pescaria" para a venda dos seus produtos no terceiro mundo afora - de quebra no Brasil. 


ASAE - SOCIEDADE AMERICANA DE ENGENHEIROS AGRÔNOMOS Peixe Panga - PERIGO para a SAÚDE PÚBLICA



Há pouco tempo descobri um novo peixe, aparentemente perfeito: filetes muito branquinhos, frescos ou congelados, sem espinhas e a bom preço no supermercado... claro que decidi experimentar...
A minha primeira impressão do sabor do peixe não foi a melhor, (embora fosse a única a encontrar algo estranho, pois é um sabor muito ténue...)
Hoje voltei a comer, e tal como da primeira vez que provei este peixe não melhorou a impressão do sabor... Acabei de almoçar e pesquisei e encontrei o texto que envio abaixo.

NOTA - achei por bem enviar, porque muitos de vocês já terão provado e gostado...
O Peixe Panga: a nova aberração da globalização

O panga é um peixe de cultura intensiva/industrial no Vietnam, mais exactamente no delta do rio Mekong e está a invadir o mercado devido ao seu preço.
Eis o que deve saber sobre o Panga:
Os Pangas estão infestados com elevados níveis de venenos e bactérias. (arsénio dos efluentes industriais e tóxicos e perigosos subproductos do crescente sector industrial, metais pesados, bifenilos poli clorados (PCB), o DDT e seus (DDTs), clorato, compostos relacionados (CHLs), hexaclorocicloexano isómeros (HCHs), e hexaclorobenzeno (HCB)).
O rio Mekong é um dos rios mais poluídos do planeta.

(Na guerra do Vietnam o último recurso americano foi jogar o "agente laranja"(desfolhante e cancerígeno).
Não há nada de natural nos Pangas - Eles são alimentados com restos de peixes mortos, ossos e de solo seco, transformados numa farinha, com mandioca e resíduos de soja e grãos. Obviamente, este tipo de alimentação não tem nada a ver com a alimentação num ambiente natural.
Ela não faz do que assemelhar-se ao método de alimentação das vacas loucas (vacas que foram alimentadas com vacas, lembra-se?) A alimentação dos pangas está completamente desregulada…
O panga cresce 4 vezes mais rápido do que na natureza ...
Além disso os pangas são injectados com PEE (alguns cientistas descobriram que se injectassem as fêmeas pangas com hormónios femininos derivados de desidratado de urina de mulheres grávidas, a fêmea Panga produziria os seus ovos muito rapidamente e em grande quantidade, o que não aconteceria no ambiente natural (uma Panga passa a produzir assim aproximadamente 500.000 ovos de uma vez).
Basicamente, são peixes com hormónios injectáveis (produzidos por uma empresa farmacêutica na China) para acelerar o processo de crescimento e reprodução. Isso não pode ser bom.
Ao comprar pangas estamos colaborando com empresas gigantes sem escrúpulos e gananciosas que não se preocupam com a saúde e o bem-estar dos seres humanos.
Este comercio está sendo aceite por países que os vendem ao público em geral, sabendo que estão vendendo produtos contaminados.


Nota:- devido à prodigiosa quantidade de disponibilidade de Pangas, este irá acabar em outros alimentos:- surimi (alimentos com pasta de peixe), peixe terrines e, provavelmente, em alguns alimentos para animais. (cães e gatos!)

domingo, 29 de março de 2015

Opus Dei /Maçonaria (a história do BCP).

Miguel Sousa Tavares 

 
Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho. Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.
  1. Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples:
Cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco. Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor.
Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício.. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital.
O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how".
Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à exceção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).
2. Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos.
 E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital.  E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum acionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco.
 Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, obviamente sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados nas perdas da bolsa;
 Aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento.
Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão, aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos.
 Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E , enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.
3. Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI.
Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa. Descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível:  que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior acionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...
4. Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo, ele é só o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país (protegido  pelo 1º Ministro (a Sócretina), que lhe deu um museu do Estado para armazenar a colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa. E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo. E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.
5. E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.
6. Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo,  o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI..
E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS. Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - fabuloso expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.
7. E eis como um banco, que era tão independente, que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.
8. E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição?
 Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público.
Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo que tenha maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado..
Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.
 
 Miguel Sousa Tavares 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Bolero em fim de tarde

Sente-se a primavera neste Março soalheiro.
Razão mais que justificada, se justificação fosse necessária, para um intermedeio musical.

Aqui vão duas interpretações do Bolero de Ravel, interpretado por duas dançarinas únicas e singulares:
Maya Plisetskaya e Sylvie Guillem.
Uma russa judaica a outra francesa (Paris).
Duas dançarinas de excepção, dois estilos pessoais, duas escolas de bailado – a do Bolshoi e a da Ópera de Paris.
São duas exibições de 20´/15’ cada, a não perder ! 

Ambas as coreografias de Maurice Béjart :

Maurice Ravel – Bolero – Maya Plisetskaya

Maurice Ravel – Bolero – Sylvie Guillem

....porque temos memória:
O coreógrafo francês Maurice Béjart, que morreu aos 80 anos, foi expulso de Portugal pela PIDE em 1968 após um espectáculo da sua companhia, no Coliseu dos Recreios, em que se pronunciou contra a ditadura.
 
Esta expulsão levou ao rompimento de relações entre o então presidente da Fundação Gulbenkian, Azeredo Perdigão e António de Oliveira Salazar, então chefe do governo, sustenta o investigador Medeiros Ferreira, num livro sobre os 50 anos da Fundação Gulbenkian que será lançado em breve.

Maurice Béjart estava em Portugal a convite da Fundação Gulbenkian e no final do espectáculo "Romeu e Julieta", a 6 de Junho de 1968, subiu ao palco para anunciar a morte do pré-candidato às presidenciais norte-americanas Robert Kennedy, assassinado em Los Angeles. 

Aproveitou também para homenagear as vítimas de todas as ditaduras.

"Robert Kennedy foi assassinado... Foi vítima da violência e do fascismo(...) Como todos os que estão aqui esta noite, somos contra as ditaduras...Peço um minuto de silêncio", terão sido as palavras do bailarino, recordadas pelo Diário de Lisboa em 1974. 

Com o Coliseu ao rubro, a assistência aplaudiu durante 20 minutos.

Pouco depois, a PIDE foi buscar Béjart ao hotel onde se encontrava hospedado e expulsou-o do país. Foi deixado num posto fronteiriço espanhol, num "sítio deserto", segundo o próprio. 

A troca de correspondência entre Azeredo e Salazar na sequência deste episódio revela que o presidente da Fundação Gulbenkian enviou várias cartas ao ditador a pedir-lhe explicações sobre o ocorrido, mas nunca obteve resposta, segundo Medeiros Ferreira.

"Azeredo tomou isso como uma ofensa pessoal e institucional", disse o professor universitário à Lusa.

Maurice Béjart voltaria a Portugal em 1974, logo a seguir à revolução que derrubou a ditadura e voltou a apresentar o mesmo espectáculo "Romeu e Julieta" no Coliseu dos Recreios.

Em 1998, o então Presidente da República Jorge Sampaio condecorou-o com o grau de grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique. 

Em 2004, Béjart, que veio de novo a Portugal com a sua companhia de dança, confessou, numa conferência de imprensa, que já tinha esquecido o incidente ocorrido em 1968.

"Eu disse o que tinha a dizer... O mundo tem tantos problemas em tantos países que a minha pequena história não é assim tão importante", disse o bailarino e coreógrafo.

....a cenografia dos últimos minutos é um pouco diferente.Ambas as versões são espectaculares. Talvez goste mais do final da versão da Ópera de Paris.

Editora oferece livro de Rafael Marques para download gratuito

Mediante a perseguição ao ativista angolano e o início do seu julgamento em Angola, Bárbara Bulhosa, responsável da editora Tinta da China, disponibiliza o livro “Diamantes de Sangue” em formato digital “para que todos possam lê-lo e perceber o que está na base de um processo que pode vir a colocar o autor atrás das grades”.



Numa mensagem publicada no site Maka Angola, Bárbara Bulhosa, responsável da editora da Tinta da China, explica que publicou o livro “Diamantes de Sangue – Corrupção e Tortura em Angola” por acreditar que “o papel de um editor é também este: dar voz a quem ousa dizer a verdade em circunstâncias absolutamente adversas, com base em centenas de relatos de vítimas e familiares, todos - vítimas, testemunhas e jornalista - correndo risco de vida”.
Em vez de “atenuar a violência quotidiana nas zonas de exploração diamantífera em Angola”, tal como esperava Bárbara Bulhosa, a obra veio “desencadear uma perseguição ao seu autor” e a si própria.
Perante o início do julgamento de Rafael Marques em Angola, a responsável da editora da Tinta da China decidiu disponibilizar o livro "Diamantes de Sangue" em formato digital, “para que todos possam lê-lo e perceber o que está na base de um processo que pode vir a colocar o autor atrás das grades”.
Esquerda.net transcreve, na íntegra, a mensagem de Bárbara Bulhosa, editora da Tinta da China, publicada no site Maka Angola:
Em 2011, publiquei o livro “Diamantes de Sangue – Corrupção e Tortura em Angola”, uma investigação do jornalista Rafael Marques, que considerei um dos mais importantes trabalhos para denunciar flagrantes crimes de violação dos direitos humanos nos nossos dias. Para mim, a questão não era se se passava em Angola, na China ou em Portugal. Acredito que o papel de um editor é também este: dar voz a quem ousa dizer a verdade em circunstâncias absolutamente adversas, com base em centenas de relatos de vítimas e familiares, todos - vítimas, testemunhas e jornalista - correndo risco de vida.
Na altura pensei, ingenuamente, que este livro serviria pelo menos para atenuar a violência quotidiana nas zonas de exploração diamantífera em Angola. Enganei-me. O livro serviu, ao invés, para desencadear uma perseguição ao seu autor. Passados dois anos, soube que eu própria era arguida num processo criminal. Fui submetida à medida de coação de termo de identidade e residência, justamente por ter publicado “Diamantes de Sangue”. Rafael Marques e eu fomos processados em Portugal por nove generais e duas empresas visadas na investigação. O processo foi arquivado pelo Ministério Público Português no mesmo ano.
Hoje começa o julgamento de Rafael Marques em Angola. Estou naturalmente apreensiva quanto ao seu desfecho.
Enquanto responsável pela editora, a melhor forma que encontro para apoiar Rafael Marques na sua luta é disponibilizar, a partir de hoje, o livro em formato digital, para que todos possam lê-lo e perceber o que está na base de um processo que pode vir a colocar o autor atrás das grades.
Bárbara Bulhosa
Editora da Tinta da China

terça-feira, 24 de março de 2015

Os custos do nazismo alemão para a Grécia (e Espanha)

Vicenç Navarro
Professor de Ciência Política e Políticas Públicas. Universidade Pompeu Fabra


Para entender a crise na União Europeia, que ajuda a saber o que aconteceu nos anos trinta na Europa, e que ambas as crises têm afectado a relação da Alemanha, o centro de sistema europeu-económico com a periferia, incidindo sobre este artigo Grécia e com algumas notas também a relação da Alemanha com a Espanha, em ambos os períodos históricos.

Na Alemanha, a primeira crise, causada em parte pela enorme dívida pública resultado acumulado das demandas dos vencedores da Primeira Guerra Mundial que a Alemanha paguem indemnizações pelos danos infligidos aos países inimigos durante a guerra, determinou a escolha de um governo nazista liderado por Hitler. A austeridade maciça dos gastos públicos, com cortes severos, a fim de pagar a dívida e as reformas do mercado de trabalho que contribuíram para o crescimento do desemprego gerado por esses cortes, provocou uma rejeição da população em relação aos partidos que impôs tais medidas e levou à primeira escolha de um governo nazista na Europa. Lembre-se que os nazistas chegaram ao poder na Alemanha por meios democráticos por causa de seu apelo eleitoral (e a divisão da esquerda, especialmente entre o Partido Social-Democrata e do Partido Comunista).

Nazismo trouxe Alemanha para sair da crise económica pela militarização da economia (keynesianismo militar) e da pilhagem dos países periféricos, incluindo a Grécia. A ocupação da Grécia (1941-1945) foi o mais brutal que existiu na Europa. Esse período foi caracterizado por inúmeras atrocidades. As cidades testemunharam estas brutalidades. Mousiotitsa (153 homens, mulheres e crianças), Kommeno (317 homens, mulheres e crianças, onde até 30 crianças com menos de um ano foram mortos e 38 pessoas foram queimadas vivas em sua casa), Kondomari (60 mortos), Kardanos (mais 180), Distomo (214 mortos), e uma longa lista. Mais de 460 aldeias foram destruídas e mais de 130.000 civis foram mortos, além de mais de 60 mil judeus que constituíam a maioria da população judaica na Grécia. O sacrifício humano era enorme. E a repressão foi destinado a apoiar uma enorme exploração e roubo. Na verdade, o Terceiro Reich roubou o equivalente alemão de 475 milhões de marcos, o que significaria, em dinheiro de hoje 95.000 milhões de moedas. Nesta situação, você pode ser solicitado como as classes populares, que foram sofreram mais repressão, para esquecer esta fase da sua vida? (Veja Conn Hallinan: "Grécia: Memória e da dívida", Revista ZNet, 03/18/15, a partir do qual eu extraio a maioria dos dados neste artigo).

E por isso é importante a destacar é que os autores de tal brutalidade, militares que lideraram as mortes, os saques e roubos, receberam penas menores na Alemanha, bem abaixo do que a população grega exigiu. O general Hubert Lanz, que liderou uma divisão responsável por tais abusos, gastou apenas três anos na prisão depois de se tornar consultor especializado em questões do Partido Liberal alemão de segurança. Tolerância, se não a cumplicidade dos governos ocidentais (que mais tarde ajudou o direito grego, que já havia colaborado com o nazismo para derrotar a milícia anti-nazista em que foi chamado a Guerra Civil) com os líderes nazistas, é Também conhecido e lembrado. Os governos ocidentais, que foram apresentadas e definidas-se como democrática, ajudaram, como aconteceu em Espanha, para as mesmas estruturas oligárquicas que mantiveram a Grécia em situação de pobreza e miséria por tantos anos é mantida. Na Alemanha Oriental (sob ocupação soviética), no entanto, o militar nazista sofreu grandes penalidades. O general Karl von Le Suire (o açougueiro de Kalavryta) foi capturado pela União Soviética e morreu num campo de concentração em 1954, e do general Friedrich Wilhelm Müller (que ordenou o massacre de Viannos) foi executado pelos próprios gregos em 1947 .

O alegados reparos governo alemão

O governo alemão nunca aceitou a demanda do governo grego de pagar 677 mil milhões de euros para compensar todos os danos causados ​​em sua ocupação devolução de recursos adicionais, incluindo o dinheiro do Banco Central grego tinham roubado as tropas alemãs. Somente em 1960 o governo alemão pagou 115 milhões de DM, uma quantidade insignificante à luz do dano. Durante o período em que a Alemanha foi dividida, a posição do governo alemão foi a de que ele não podia falar pagar por reparos até que houve novamente uma Alemanha unificada. E quando ele tinha (em 1990), o argumento era que tinha sido há muitos anos e já tinha pago a Grécia de 115 milhões de DM. Como você pode ser solicitado o povo grego a esquecer a sua enorme sacrifício e os recursos que eles roubaram?

Veja estas exigências feitas pelo governo Syriza táctica simples de negociação com o governo alemão na renovação do segundo resgate (aprovado pelo governo anterior) está a banalizar a importância da ocupação nazista da Alemanha e da enorme sofrimento e pobreza que é imposta o povo grego. Governo SYRIZA é o primeiro governo de esquerda progressista e claramente representativas das classes que sofreram repressão mais Nazi, e justiça é um dos primeiros reivindicação é recuperar a memória histórica dos vencidos e pedir indemnização. Veja esta afirmação como meras tácticas negociações com a Alemanha como o maior media espanhol apresentaram-lo, é ignorar a história da Grécia e da Europa, que, aliás, é muito comum entre esses meios.

Os duplos padrões dos países chamados democráticos

Também é importante observar, além da enorme insensibilidade do governo alemão para tal sofrimento, o contraste entre o modo como o grande problema da dívida pública que o governo alemão tinha os Aliados após a Segunda Guerra Mundial, foi resolvido, e que o governo Alemão tentou impor o governo grego no pagamento de sua dívida com os bancos alemães (entre outros) que emprestou dinheiro à Grécia (para muitos projectos que, aliás, eles se originaram grandes benefícios sem beneficiado em tudo ou muito pouco aulas de grego). Aliados, em 1953 (pelo Tratado de Londres) perdoou o Estado alemão de 50% de toda a dívida, mais o pagamento condicionado à existência de crescimento económico para facilitar esse pagamento precisamente o mesmo pedido de que o governo está fazendo agora Syriza. O governo alemão fortemente contestada com a Grécia como foram tratados para eles no momento. Syriza pediu as mesmas condições, e foi o governo alemão que liderou a oposição a esta proposta ainda foi considerada. Como você pode pedir o povo grego não olhar para o passado para resolver o futuro? Este pedido tem dimensões de cinismo. As declarações do porta-voz da chanceler Merkel que "a Grécia deve se concentrar em questões actuais que enfrentam o futuro" é de enorme insensibilidade, repleta de cinismo. A Sra Merkel ignora ou esconde grande parte dos problemas na Grécia são baseadas no que aconteceu no passado.

Nazismo e sua influência na Espanha

O pedido de Merkel é semelhante ao pedido do direito espanhol, agora liderada pelo Sr. Rajoy (o grande aliado de Merkel), herdeiros de quem ganhou a chamada Guerra Civil (foi um sucesso Estado que bateu como resultado da ajuda militar do governo nazista alemão e impôs uma das ditaduras mais brutais que existiram na Europa), pedindo que as vítimas do genocídio que esquecer o passado, olhando apenas para o futuro. Foi tentado por todos os meios fazê-lo esquecer o povo espanhol em Espanha foi um golpe militar liderado pelo Exército e do Partido Fascista (com a Igreja), que começou 40 anos de uma repressão maciça (Espanha é, depois de uma Camboja países que têm uma maior percentagem de mortos e desaparecidos por razões políticas), que impõe um enorme atraso económico, social e cultural do país. E nunca se deve esquecer que a vitória do golpe militar nunca teria existido sem a ajuda da Alemanha nazista. O governo nazista desempenhou um papel fundamental para garantir a superioridade militar do golpe de Estado espanhol. E foram as estruturas de poder dominantes do Estado espanhol que, como mostrei em meus escritos, têm sido responsáveis ​​pela enorme pobreza do Estado espanhol, a sua natureza eminentemente repressivo, com pouca consciência social, e muito pouco redistributivo, altamente corrupto e insensível à sua plurinacionalidade (ver o meu livro O Subdesenvolvimento Social da Espanha: causas e conseqüências). Eles apareceram mudanças, especialmente na fase após a transição democrática, mas, devido ao desequilíbrio que existia no período de transição entre os direitos que controlavam o estado e a maior parte da mídia e da esquerda que levaram a Forças para a democracia Democrática era muito limitado. E, como resultado, o Estado espanhol continua a ter essas mesmas características. Espanha e Grécia têm o maior número de policiais e agentes da lei por 10.000 habitantes, e poucos adultos que trabalham no estado de bem-estar, as maiores taxas de fraude fiscal e corrupção e com o menor gasto social.

Uma outra Europa, outra Alemanha, Grécia e Espanha outra outra (e outro Catalunya) são possíveis.

A situação actual na Europa é o resultado de uma parceria entre as instituições financeiras, económicas e políticas que regem a vida política, económica e financeira (e media) na zona do euro, em comparação com as classes populares desses países, as políticas mais velhos navios reformas trabalhistas e austeridade que está sendo imposta ao povo sem um mandato popular, à custa de um enorme custo humano. O que é necessário é uma aliança de forças políticas e movimentos sociais que se opõem a tais políticas, para desenvolver uma outra Europa para mudar o centro-periferia que é prejudicial para ambas as classes de periferia como a relação centro.

A este respeito, devemos saudar e aplaudir o apoio que a esquerda alemã, o que representa a classe operária alemã (cujas condições se deterioraram significativamente com as medidas dos governos Schröder e Merkel) aprovaram o pedido do governo que Syriza o governo alemão paga as indenizações do governo grego, devido a este povo. Este sinal de solidariedade é o melhor indicador da possibilidade de estabelecimento de alianças transnacionais, impedindo e dificultando o estabelecimento alemão pode usar temas quase racistas (como os reformados alemães estão pagando o aluguel de trabalhadores gregos também são vagas) reprodução significa maior difusão alemão. Evite apresentar o actual conflito como o conflito entre o povo alemão, por um lado, e do espanhol e grego, por outro. Vê-lo e apresentá-lo desta forma é dificultar muito aliança necessária para construir uma outra Europa. O conflito é entre minorias financeiras, económicas, políticas e de mídia dominam e governam a grande maioria dos países da zona euro, por um lado, e as massas desses países, por outro, que são prejudiciais ao bem-estar e qualidade de vida tudo. O alto nível de deterioração do mercado de trabalho alemão é um exemplo claro. O "sucesso de exportação alemão", como tem sido bem documentada Oskar Lafontaine (que já foi ministro das Finanças do governo Schröder), baseia-se precisamente sobre os salários que estão bem abaixo do que deveriam, forçando uma situação de concorrência entre países da zona euro para os salários mais baixos. Enquanto isso, ele é informado de que o trabalhador alemão que o problema é devido ao trabalho grego que é pouco disciplinado em seu trabalho. E isso significa que o estabelecimento alemão, com a narrativa mesmo racista, como no nazismo, diariamente ofender o trabalho grego (e alemão).

Daí a urgência de redescoberta nas categorias de análise esquecido por algum tempo (como a existência de classes e os conflitos entre eles, que existem em cada país) que estabelecem alianças transnacionais das massas para impedir a análise política relatos orientados são utilizadas para dividir.

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